sexta-feira, 30 de outubro de 2009

This is It
(This is It, 2009, EUA)

Se existisse um gênero cinematográfico denominado como registro, This is It se encaixaria perfeitamente, já que o diretor Kenny Ortega (High School Musical 3 - Ano de Formatura) - que também era o diretor do novo show de Michael Jackson, com mesmo nome - teve como único trabalho editar e organizar as cenas.

O filme é resultado de 100 horas de filmagens dos bastidores do show e com o apoio da família Jackson. Foi mostrado o dia a dia dos últimos três meses de vida do cantor que ensaiava para sua nova turnê, começando por Londres.

Monótono e feito para fãs. São cerca de 110 minutos que demoram a passar. Interessante é que cartaz do longa diz "descubra o homem que você não conhecia". O que você imagina com isso? Que MJ é um cara humano e tal, certo?! Mas não se engane! Ao menos a minha concepção foi a de um homem perfeccionista, sistemático e um tanto quanto egocêntrico.

Apesar da forte campanha de publicidade, This is It dificilmente decolará, já que no boca a boca, o filme não ficou bem na fita. Ou seja, não agradou. A impressão é de que o diretor Ortega foi oportunista, aproveitando-se do falecimento de MJ para ganhar dinheiro. Posso estar errado, mas foi isso que percebi, já que This is It iria, inicialmente, ser lançado apenas em DVD.

NOTA (0 a 5): 1,5
*



Informações: GuiaBH / e-Pipoca | Imagens: Divulgação

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Substitutos
(Surrogates, 2009, EUA)

O novo filme de Bruce Willis (Duro de Matar 4.0) chega aos cinemas brasileiros sem muitas pretensões. Isso porque a publicidade do mesmo foi mínima. Com um orçamento de cerca de US$ 80 milhões, a principal virtude de Substitutos é a pesada crítica à robotização do dia a dia dos seres humanos. Ainda assim, o roteiro é fraquíssimo e pouco explorado, considerando que o HQ é excelente!

O diretor Jonathan Mostow (O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas) expeliu o máximo que pôde de Willis, mas nem isso foi o bastante para que o longa saísse da mesmice. Essa é a segunda vez que Mostow e Willis trabalham juntos. O primeiro foi Pulp Fiction - Tempos de Violência.

A equipe de produção, formada por Max Handelman, David Hoberman (Com as Próprias Mãos) e Todd Lieberman (Motoqueiros Selvagens), fez um trabalho irregular. A maquiagem estava perfeita, já os efeitos visuais deixaram a desejar.

Pontos fortes: fotografia e trilha sonora. O diretor de fotografia, Oliver Wood (O Ultimato Bourne), fez bastante uso da grande angular, proporcionando tomadas magníficas. O repertório musical contou com poucas canções, mas que encaixaram-se perfeitamente às cenas. São elas: HiJacker, escrita por Deane Ogden e interpretada por Deane Ogden; e Skin Trade, escrita por Deane Ogden e interpretada por Deane Ogden.

Em suma, Substitutos não traz nada de novo, mas garante alguns momentos de entretenimento.

NOTA (0 a 5): 3
***



Informações:
e-Pipoca / Adorocinema | Imagens: Divulgação

sábado, 24 de outubro de 2009

Distrito 9
(District 9, 2009, EUA/Nova Zelândia)

Lixo hollywoodiano. Isso é o que Distrito 9 é. Logicamente que como toda produção, o longa também tem pontos positivos (que falarei mais abaixo), mas não o bastante para salvar o projeto.

Como todo filme de ação/ficção dos Estados Unidos, Distrito 9 teria a obrigação de ter efeitos visuais incontestáveis. Infelizmente não tem. Apesar de contar com Peter Jackson (King Kong) à frente da equipe de produção, ficou evidente a alternância dos efeitos especiais. Não duvido da competência de Jackson, que fez ótimos trabalhos, como por exemplo, na saga O Senhor dos Anéis.

Tudo leva a crer que os cerca de US$ 30 milhões foram mal gastos, já que a pós-produção (efeitos visuais) mereceria maior atenção. Mas, por outro lado, as locações são satisfatórias e a maquiagem também contou pontos a favor da equipe de produção, que além de Jackson, também contou com Carolynne Cunningham (Um Olhar do Paraíso).

A história, escrita por Neill Blomkamp - que também é o diretor do filme - e Terri Tatchell, baseado no curta-metragem Alive in Jorburg (2005), idealiza uma futuro onde seres humanos e alienígenas vivessem lado a lado.

Mas a bizarrice começa quando esses ETs vivem e se comportam como humanos. Criam favelas, roubam, matam, têm sentimentos humanos e tudo mais. Para né?! Sabe aqueles filmes feitos para você amar ou odiar e não tem meio termo? Pois é, este é um desses.

Já a atuação de Sharlto Copley, que vive o protagonista Wikus, está muito bem e apesar de ser iniciante (apenas atuou em um curta-metragem antes de Distrito 9), é uma atração à parte e um dos poucos pontos positivos do projeto. Copley deu ao personagem carisma, coragem e afetividade, convencendo a plateia.

Blomkamp, o diretor, é sul-africano e viveu a infância durante o período do apartheid, que foi vagamente citado durante a trama. Em suma, Distrito 9 é um filme com argumentos incabíveis e que decepcionou bastante, devido principalmente aos efeitos visuais abaixo da média e uma história qualitativamente ínfima.

NOTA (0 a 5): 1,5
*



Informações: Adorocinema / e-Pipoca | Imagens: Divulgação

sábado, 17 de outubro de 2009

O Desinformante!
(The Informant!, 2009, EUA)

Matt Damon está muito diferente em O Desinformante. Diferente tanto no físico quanto na atuação. Mas uma coisa é certa: ele está muito bem! Saiu daquela mesmice de papéis limitados e plásticos de filmes de ação até então. E com certeza este é um trabalho que acrescenta, e muito, em sua carreira.

Mas não pensem que o filme é uma maravilha porque não é. O diretor Steven Soderbergh (Che) fez, junto ao roteirista Scott Z. Burns (O Ultimato Bourne) - que formulou a trama com base no livro de Kurt Eichenwald - um filme monótono e que dá voltas e voltas e não sai do lugar.

Por outro lado, o diretor brinca com o espectador o tempo todo usando o protagonista para contar verdades e mentiras. E nós, do lado de cá da telona, nunca sabemos o que realmente o personagem está afirmando.

Essa frustração é algo que o diretor dominou muito bem, mas ainda assim não foi o bastante para resultar em um bom filme. Muito pelo contrário, O Desinformante será fazilmente esquecível. A não ser devido à película amarelada e à trilha sonora, que condiz ao humor negro da trama. Além da boa produção, com destaque para as locações e edição.

NOTA (0 a 5): 2
**

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

9 - A Salvação
(9, EUA, 2009)

9 - A Salvação é um filme baseado no curta-metragem (de mesmo título), lançado em 2005 pelo mesmo diretor que o longa-metragem. Shane Acker é estreante e contou com o ótimo reforço de Tim Burton (A Noiva Cadáver) como produtor.

O fator principal que percebemos no roteiro de 9 - A Salvação é a crítica ao poder eclesiástico. A velha polêmica entre homens e máquinas está de volta numa roupagem original e diferente. A roteirista Pamela Pettler (A Casa Monstro), construiu uma trama bem armada e personagens carismáticos, lembrando vagamente os filmes Formiguinhaz e Vida de Inseto.

Cada boneco, em 9 - A Salvação, tem um tipo especial de abotoadura peitoral, de acordo com a sua personalidade: zíper, botões, linha etc. O protagonista é o revolucionário, por isso tem um zíper, que é algo mais moderno e funcional.

No elenco, o filme conta com vozes de Elijah Wood (voz do personagem 9), John C. Reilly (voz do personagem 5), Jennifer Connelly (voz do personagem 7), Crispin Glover (voz do personagem 6), Martin Landau (voz do personagem 2), Christopher Plummer (voz do personagem 1), Fred Tatasciore (voz do personagem 8), Helen Wilson (Voz do rádio).

Chamo a atenção de que 9 - A Salvação não é um filme para crianças. A trilha sonora pesada e o tom escuro da película são alguns pontos que comprovam isso. Por fim, este é um filme que não surpreende, mas tem suas qualidades como entretenimento.

NOTA (0 a 5): 4
****

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios
(Inglourious Basterds, 2009, EUA/Alemanha/França)

Fenomenal. Com esta palavra inicio esta crítica. Quentin Tarantino, diretor estadunidense que fez filmes como Planeta Terror e À Prova de Bala, é o cara! E mais do que nunca ele mostrou que sabe fazer cinema como poucos diretores atualmente.

Bastardos Inglórios é o décimo trabalho na carreira do diretor e de longe, o melhor de todos. Qual o motivo de todo esse alarde? Tarantino conseguiu algo indescritível, mas que ainda assim tentarei definir em palavras: o filme é sério e engraçado ao mesmo tempo. Algo próximo à ironia e sarcasmo - se é que posso limitá-lo a estas palavras.

O roteiro, também escrito por Tarantino, traz diálogos extensos e profundos, elevando a qualidade da trama. O humor escachado, marca registrada do diretor, também está presente. Mas de forma bem dosada e que fez total diferença no resultado final da produção.

Uma atmosfera singular é formada por Bastardos Inglórios. É um filme cheio de contrastes e extremos, mas que em conjunto, formou uma obra cinematográfica magnífica.

Tarantino atingiu uma excelência (como diretor e roteirista) fora de série e brinca o tempo todo com seus personagens como se fossem fantoches - e na verdade são. A frustração que a plateia sente em várias cenas são recompensadas pela trilha sonora sem igual e pelas geniais tomadas de câmera.

Destaque para a primeira cena, bem ao estilo faroeste, em que o domínio da técnica é exibido sem pudores pelo audacioso diretor. E desde já, tal cena, torna-se uma das cenas mais marcantes de toda a história do cinema mundial.

Falando um pouco das atuações, Brad Pitt interpreta o Tenente Aldo Raine e apesar de ser o protagonista da história, limitou-se ao papel que lhe foi incumbido, numa atuação mediana.

Já a francesa Mélanie Laurent (Dias de Glória) e o austríaco Christoph Waltz (Angústia) são os destaques dentre o elenco. Laurent vive Shosanna Dreyfus, uma moça que teve a família exterminada por nazistas e quer se vingar a todo custo. Waltz interpreta o coronel alemão Hans Landa, mais conhecido como "caçador de judeus".

Brincar de fazer cinema, isso sim é o que Tarantino está fazendo. E muito bem! Bastardos Inglórios é um deleite para os amantes da sétima arte. Tanto que 2h36 de duração passa como se fosse a metade. Exageros à parte, esta é uma grandiosa película cinematográfica.

NOTA (0 a 5): 5
*****

sábado, 3 de outubro de 2009

Tá Chovendo Hambúrguer
(Cloudy With A Chance of Meatballs, 2009, EUA)

Tá Chovendo Hambúrguer, nova animação dos estúdios Disney, chega este final de semana com tudo aos cinemas de todo o Brasil após o sucesso de bilheteria nos Estados Unidos. O longa está há três semanas - desde a sua estreia - em primeiro lugar na terra do Tio Sam.

Com uma boa pitada de humor, Tá Chovendo Hambúrguer é um filme que agrada tanto crianças quanto adultos - algo comum em filmes do gênero atualmente. Sarcástico, irônico e inteligente, essas são algumas das qualidades do longa.

A técnica, por sua vez, é apuradíssima. A riqueza de detalhes é fora do normal. Ponto para a equipe de produção, encabeçada por Pam Marsden (Dinossauro) e Chris Juen. Este último tem muita experiência com efeitos visuais e tem no currículo filmes como O Expresso Polar (2004) e Tá Dando Onda (2007).

Mas por outro lado, infelizmente, Tá Chovendo Hambúrguer não tem um grande roteiro. A história, escrita por Phil Lord e Chris Miller, baseada no livro de Judi Barrett e Ron Barrett, deixou a desejar e não acompanhou o restante do projeto.

Apesar de a ideia ser original, a inexperiência da dupla de roteiristas - que escreveram para a série de TV: How I Met Your Mother - gerou uma trama que cansou o espectador principalmente devido às inúmeras redundâncias dos diálogos. Hora e meia a belíssima trilha sonora - quase toda composta por Mark Mothersbaugh (Nova York, Eu Te Amo) - aparecia, mas nem ela foi capaz de amenizar os efeitos colaterais da história.

O sentimento que ficou é que Tá Chovendo Hambúrguer é uma boa animação, mas não traz nada de novo. A dupla de diretores - que é a mesma de produtores - Phil Lord e Chris Miller fez um trabalho mediano, mas pecou pela falta de audácia tendo um tema tão original (chuva de comida) em mãos.

Ainda assim, Tá Chovendo Hambúrguer é um filme leve e gostoso de assistir, que garante bons momentos de entretenimento, mas que não será muito difícil de ser esquecido.

NOTA (0 a 5): 4
****

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Salve Geral
(Salve Geral, 2009, Brasil)

É claro que você já assistiu - ou ao menos ouviu falar sobre - produções canarinhas que ressaltam a violência. Alguns exemplos fortes e recentes são filmes como Cidade de Deus (2002) e Carandiru (2003). Ambos fizeram um tremendo sucesso nacional e internacionalmente, arrebatando bilheterias e críticas.

Salve Geral também frisa a tal violência. Mas se você está pensando que este é um filme batido e estereotipado, está muito enganado. O diretor Sergio Rezende (Zuzu Angel) encontrou uma maneira bastante inteligente para convencer a plateia de que a violência pode sim ser fruto da sociedade.

Ao invés de focar a trama no problema do sistema prisional e carcerário brasileiro, com suas máfias, corrupção etc., Rezende manipulou positivamente o público centrando a história em uma mãe desesperada, capaz de tudo para defender seu filho, preso em flagrante por assassinar uma jovem durante um racha.

A atriz Andréa Beltrão (Verônica) vive Lúcia e tem uma atuação forte e sem pudores. O realismo imposto por Beltrão foi fora de série e benéfico ao longa. Mas o destaque ficou mesmo com a atriz Denise Weinberg (Linha de Passe), na pele da advogada com apelido de Ruiva.

Esse sim pode-se dizer que é um papel que marcará a atriz pela vida inteira, tamanha intensidade de sua atuação e marcou porque sua personagem proporcionou uma dúvida cruel. Ora ela era antagonista, ora mocinha. Isso confundiu a cabeça do público, comprovando mais uma vez a perspicácia do diretor.

A equipe de produção, liderada por Joaquim Vaz de Carvalho (O Veneno da Madrugada), teve uma ótima desenvoltura. A fotografia e a trilha sonora foram pontos cruciais no auxílio às cenas. O roteiro, escrito por Patrícia Andrade (2 Filhos de Francisco) e por Sergio Rezende, é instigante e prende o espectador por conseguir mostrar, de forma dosada e coerente, o lado B da realidade do nosso país.

O etnocentrismo - visto na antropologia como indivíduos que tomam a sociedade em que vivem como a melhor e mais correta e desconhecem, muitas vezes, desmerecendo outros modos de vida, de pensamento, de cultura e religião - também foi usado por Rezende para mostrar o lado politicamente incorreto e as atitudes, muitas vezes tomadas como errôneas, de uma mãe em busca da liberdade e felicidade de seu filho, ainda que ele seja culpado.

A crítica aos governantes e à polícia também está presente e eleva ainda mais a qualidade da produção. Vale lembrar que Salve Geral foi pré-selecionado para concorrer a uma das cinco vagas dos filmes que disputam o Oscar de melhor filme estrangeiro na premiação de 2010. O longa foi baseado em fatos reais e estreia hoje no circuito nacional.

NOTA (0 a 5): 4,5
****

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jogando com Prazer
(Spread, 2009, EUA)

Evazivo, inútil, plástico, apelativo e esteriotipado. Essas palavras resumem bem Jogando com Prazer, filme que estreou na última sexta-feira, 25 de setembro, no circuito nacional.

O diretor David Mackenzie (Paixão Sem Limites) conseguiu fazer um longa totalmente sem nexo e baixo. O roteiro, assinado por Jason Hall, rebaixa ainda mais o projeto com diálogos esdrúxulos e uma apelação sexual sem sentido.

A produção fez a sua parte e contou com uma boa trilha sonora e locações que condizeram à proposta de entreter. A equipe, formada por produtores como Jason Goldberg (A Família da Noiva), Ashton Kutcher (Jogo de Amor em Las Vegas) - que também é o protagonista da história - e pelo veterano Peter Morgan (Heróis por Acidente), garantiu a qualidade quanto à riqueza de detalhes e não teve uma desenvoltura negativa.

Falando um pouco das atuações, Ashton Kutcher vive Nicki, um rapaz que chega à Los Angeles com o sonho de ter uma vida fácil com dinheiro, mulheres e carros esporte. Mas ao contrário do que se pensa com este mínimo resumo do personagem, Kutcher tenta ao máximo, mas não consegue sair da limitação imposta pelo roteiro.

Podia sim, ter sido muito melhor desenvolvido o tal personagem nicki, possibilitanto maior abertura a Kutcher - que já fez bons trabalhos como o excelente Efeito Borboleta - e assim rendendo mais, beneficiando o projeto como um todo. Mas não, isso não aconteceu. Menos um ponto para o diretor David Mackenzie.

Já as atrizes Anne Heche (Vida Louca) e Margarita Levieva (O Invisível), na pele de Samantha e Heather, respectivamente, só trouxeram mais plasticidade à película. Mas o contraste entre seus personagens foi algo benéfico à trama. Uma é loira, rica e estudada; a outra é morena, pobre e corajosa. E o jovem e ambicioso Nicki na indecisão entre uma vida rica financeiramente e o amor da vida dele.

Por fim, Jogando com Prazer pode, talvez, ser definido como um neo-porno-cult, que não acresenta em nada. São cerca de 90 minutos de rostos e corpos estonteantes sem conteúdo algum. Um filme que, sinceramente, não devia nem ter sido feito.

NOTA (0 a 5): 2
**

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas
(Os Normais 2, 2009, Brasil)

Está de volta aos cinemas uma das duplas mais atrapalhadas - e engraçadas - do Brasil. Vani e Rui, interpretados por Fernanda Torres (A Mulher Invisível) e Luís Fernando Guimarães (O Que é Isso, Companheiro?) reaparecem neste segundo capítulo, intitulado Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de todas.

Infelizmente, já digo de cara, a continuação ficou muito aquém do esperado, pois o primeiro longa é muito satisfatório e ficou bem acima deste. Indico dois culpados diretos pelo não sucesso qualitativo: o roteiro é chato, apelativo, monótono, machista e esteriotipado; e o uso excessivo de cromaqui - que é a gravação em estúdio com a inserção de ambientes ao fundo na pós-produção por computador.

O diretor José Alvarenga Jr. (Zoando na TV), o mesmo do filme antecessor, pecou ao creditar o filme apenas na dupla - que por sinal está muito bem e se não fosse por eles, o desastre teria sido bem maior - e esqueceu de produzir bem o projeto. Tudo muito fraco. Trilha sonora, detalhes, fotografia, locações e até mesmo os figurantes.

Pra resumir, em Os Normais 2 a coisa desandou e não acredito que haverá um terceiro capítulo para a série que migrou da TV para o cinema. Um filme desnecessário e grosseiro.

NOTA (0 a 5): 2,5
**