quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Críticas atrasadas

CONTRA O TEMPO
Jake Gyllenhaal (Zodíaco) estrela o filme, que conta a história de um soldado que acorda em um corpo de outra pessoa e tem a missão de descobrir quem plantou uma bomba que vai explodir no interior de um trem em Chicago.

Um filme com poucas pretensões, que tem efeitos visuais rasos, atuações medianas e um roteiro monótono e genérico. As idas e vindas da história chegam a chamar o espectador de burro, devido às inúmeras explicações e argumentos sem a menor necessidade, que aumentam o tempo do longa desnecessariamente.

Um filme que termina sem um desfecho satisfatório, cinematograficamente falando.

NOTA (0 a 5): 2
**




OS TRÊS MOSQUETEIROS
O filme conta com um elenco de primeira, formado por Matthew Macfadyen (Robin Hood), Luke Evans (Imortais), Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), Milla Jovovich (Resident Evil), Orlando Bloom (O Senhor dos Anéis) e Mads Mikkelsen (Fúria de Titãs).

Mas nem tudo são maravilhas. Apesar do elenco de peso, Os Três Mosqueteiros não é lá essas coisas. Tem sim um carisma sem igual. Inclusive lembra muito a franquia Piratas do Caribe, seja nas piadas, na maneira em que os personagens se comportam e nos romances bandidos.

O diretor Paul W.S. Anderson trilhou caminhos ainda não percorridos por ele anteriormente. À frente de filmes como Soldado do Futuro (1998), saga Resident Evil (2002 e 2010) e Alien vs. Predador, Anderson tentou inovar em um filme épico com humor, mas o resultado foi um tanto quanto cômico. O que posso dizer é que facilmente esquecerei este filme supérfulo e tendencioso. Pelo menos a produção fez a sua parte e conta com locações e figurinos de primeira.

NOTA (0 a 5): 2,5
**




CONTÁGIO
A ficção científica do talentoso diretor Steven Soderbergh (Traffic) conta o drama dos Estados Unidos devido a um vírus mortal desconhecido transmitido pelo ar. No elenco estão Matt Damon (Além da Vida), Marion Cotillard (A Origem), Gwyneth Paltrow (Homem de Ferro), Kate Winslet (Titanic), Jude Law (Sherlock Holmes) e Laurence Fishburne (Matrix).

O argumento é incisivo e consistente, acontece que o desenrolar do roteiro, assinado por Scott Z. Burns (O Desinformante) acaba se perdendo nas ilusões de tornar a doença um caos e explicar o pânico com uma simples vacina.

Um filme que é lento até a sua metade e corre no restante. Ainda assim retrata bem a situação de conflito do ser humano consigo mesmo. Capaz de fazer de tudo pela sobrevivência e arrepender pelos fatos ocorridos, que são de sua autoria.

NOTA (0 a 5): 3,5
***




AMANHECER - PARTE I
O triângulo amoroso entre Bella, Edward e Jacob continua neste longa, que é a primeira das duas partes do desfecho de Crpúsculo. Bella casa-se com Edward e logo na primeira relação secual com o vampiro, ainda na lua de mel, fica grávida. O filme gira em torno desta gestação com dúvidas do desconhecido, já que é a primeira vez que uma humana espera um bebê de um pai vampiro. Jacob, por sua vez, não sai de perto de Bella e aceita conviver em harmonia com a trupe de dentes afiados para ficar perto de sua amada.

Por fim, a sensação que fica é que Amanhecer Parte I nada mais é que um elo de ligação entre os seus antecessores e seu sucessor. Tudo bem que a maioria dos filmes com continuação são assim. Mas este é apenas isto. Um amontoado de bizarrices batidas no liquidificador (destanpado).

De longe este é o pior filme da franquia. Agora resta-nos aguardar para o desfecho final. Se é que vai terminar mesmo.

NOTA (0 a 5): 2
**




O PALHAÇO
Selton Mello (O Cheiro do Ralo) está de volta às telonas. Mas desta vez, pela primeira vez, ele assina o roteiro e ocupa a cadeira de diretor, além, é claro, de protagonizar O Palhaço.

A ideia é contar como o palhaço (profissão) faz as pessoas riem, mas que muitas vezes a necessidade e as lutas diárias fazem com que o palhaço seja um pessoa triste e vazia por dentro. Assim é Benjamim, o palhaço vivido por Selto Mello. Benjamim é filho de Valdemar (Paulo José) e eles formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue.

Um filme muito bonito, mas que precisava ser melhor estruturado na narrativa e nos diálogos. Ao chegar aos 30 minutos de filme, a história fica desgastada e cansativa. As sequências a partir daí se tornam mornas e sem vida. Não sei se foi esta a ideia de Mello, já que seu personagem vai crescendo no desenrolar do filme. Ficou algo contraposto, sem lógica. Mas vale como passatempo.

NOTA (0 a 5): 3
***

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